0
Obrigado

França veta a proibição de trabalho a modelos muito magras

A Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Nacional da França rejeitou uma alteração no projeto de lei que proibiria a contratação de modelos muito magras

França rejeita proibição de trabalho a modelos muito magras e abre debate sobre discriminação à magreza.


A recomendação mundial de não se contratar modelos com Índice de Massa Corpórea (IMC) abaixo do recomendado, fora do chamado peso idealnão foi aceita pela França. De acordo com os deputados que votaram contra o projeto, impedir trabalho a modelos muito magras seria também uma forma de discriminação.

A medida gerou debates e discussões no país. Para alguns especialistas, o parlamento francês estaria tomando o rumo contrário a uma tendência global de derrubar os padrões de magreza vigentes e poderia, com isso, disseminar e ideia de que é preciso sacrificar a saúde em nome da estética.

Já os deputados que votaram contra a proibição de trabalho às profissionais das passarelas com peso muito baixo, afirmam que impedir alguém de trabalhar em função de sua compleição física também é uma forma de discriminação, e esse não seria o melhor caminho para combater os casos de anorexia nervosa e desnutrição.

A proposta rejeitada proibiria agências de modelos de contratar mulheres quando elas fossem diagnosticadas como desnutridas ou em estado de "magreza extrema", que funciona em "três níveis de gravidade" de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), medindo-se o IMC através da divisão peso pela altura.

Na França, estima-se que entre 30 a 40 mil adolescentes sofram de anorexia nervosa. Mas de acordo com os deputados, tanto da direita quanto da esquerda, proibir alguém de trabalhar em função de um problema de saúde fere as diretrizes dos direitos humanos e não ajuda a pessoa a combater a doença.

Copyright foto: iStock
Este documento, intitulado 'França veta a proibição de trabalho a modelos muito magras', está disponível sob a licença Creative Commons. Você pode copiar e/ou modificar o conteúdo desta página com base nas condições estipuladas pela licença. Não se esqueça de creditar o A revista da mulher (www.arevistadamulher.com.br) ao utilizar este artigo.