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Autoridades francesas alertam sobre nova doença associada a próteses de mama

As próteses de silicone podem causar câncer? A questão que volta e meia vem à tona virou assunto do dia após a revelação de um estudo realizado pelo Instituto do Câncer da França, que descobriu casos da doença ligados a implantes mamários.

Autoridades de saúde descobrem novo tipo de câncer associado a próteses mamárias


Uma notícia como essa sempre causa preocupação, especialmente no Brasil, onde existe um grande número de cirurgias plásticas para colocação de próteses mamárias. De acordo com as autoridades médicas francesas, trata-se de um tumor específico, o linfoma anaplásico de células grandes, descoberto em um número considerável de mulheres com próteses.

Foram detectados 18 casos deste tipo de câncer só na França e, no mundo, 173 mulheres ao todo, com um óbito registrado. Embora a quantidade pareça pequena - na França são feitas 400 mil cirurgias de implante mamário por ano -, a questão que preocupa é a evidência. Todas as mulheres que apresentaram este novo tipo de câncer tinham prótese de silicone.

Suspensão dos implantes?
Em declaração feita ao jornal Le Parisien, o responsável pela Agência Nacional de Segurança dos Medicamentos da França (ANSM, o equivalente à Anvisa no Brasil), é preciso ficar alerta, pois é a saúde das mulheres que está em jogo. E caso os especialistas entrem com um pedido, a autoridade sanitária local pode pedir a suspensão dos implantes mamários.

Por enquanto, a recomendação dos órgãos de saúde franceses é que todas as mulheres interessadas em se submeter ao implante de silicone devem, obrigatoriamente, tomar conhecimento dos riscos. E as que já têm, procurar o médico ao menor sintoma e não deixarem de fazer os exames anuais. Até o fim de março, está previsto que todos os médicos do país recebam uma notificação sobre esta nova descoberta.  

A fabricante americana Allergan está associada a 14 dos 18 casos detectados na França, surgidos entre 11 e 15 anos após o implante. Os estudos apontam ainda uma correlação entre a doença e o tamanho do implante, ou seja, quanto maior a prótese, maior é a possibilidade de desenvolvimento da enfermidade. Outro ponto revelado nos estudos é que a doença parece estar associada não ao conteúdo, mas à superfície que reveste a prótese.

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