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Saiba tudo sobre o jejum intermitente

Prática consiste em se alimentar apenas quando sentir fome. Durante o jejum, que pode durar de 12 a 36 horas, está liberado o consumo de água, chá e café

Conheça os benefícios do jejum intermitente e saiba quem pode fazer.


Seja por motivo religioso ou para emagrecer, fazer jejum é uma prática milenar, praticada por pessoas no mundo inteiro. Porém, o assunto é polêmico, especialmente para alguns nutricionistas que não acreditam que ficar horas sem comer vai ajudar a eliminar os quilinhos indesejados. Menos radical, o jejum intermitente é uma nova modalidade desta prática e tem atraído a atenção de celebridades como Juliana Paes e Deborah Secco.

O jejum intermitente se baseia em uma ideia simples, mas que muita gente não pratica: se alimentar apenas quando sentir fome. O objetivo é aprender a diferenciar a vontade de comer da fome. De acordo com Rodrigo Polesso, especialista em Nutrição Otimizada pela Universidade Estadual de San Diego, a prática é saudável. “Antigamente era comum fazer duas ou três refeições por dia. Hoje precisamos comer a cada 3 horas ou até menos. Com isso, o corpo sempre está processando alimentos e nunca tem tempo para se reciclar”, explica o especialista.

Sendo assim, o termo jejum intermitente surgiu para que as pessoas voltem aos hábitos alimentares do passado. “Devemos nos alimentar somente quando temos fome e não constantemente, dando folga ao corpo, podendo tirar proveito de tudo de bom que acontece enquanto não estamos comendo”, sugere Rodrigo. “Todo o momento em que não se está comendo, está de jejum. Com o tempo, percebe-se que há um equilíbrio entre esses dois momentos.”

Os benefícios do jejum intermitente

Estar acima do peso é sinônimo de problemas de saúde, como o sistema hormonal desregulado e o metabolismo prejudicado. “É comum notar o hormônio insulina alto no sangue”, explica Rodrigo. Com isso, o corpo passa a armazenar mais gordura, e o pior: sem conseguir queimá-la. Segundo o especialista, praticar o jejum intermitente diminui esse hormônio e faz com que ele volte a funcionar normalmente. O resultado, portanto, é a perda de peso.

Dentre outros benefícios, o profissional também destaca a normalização dos níveis de grelina (o hormônio da fome); a diminuição dos níveis de triglicérides; a redução inflamatória e dos danos por radicais livres; e a melhora no funcionamento da memória, do aprendizado e do cérebro como um todo. “Diversas pessoas que fazem o jejum notam uma melhora em seu foco e energia para o dia a dia”, explica.

Como fazer o jejum 

O especialista esclarece que o jejum intermitente não é uma dieta, por isso, pode ser adaptado à rotina de cada um e não tem um prazo determinado para acabar. Entretanto, é importante conversar com um especialista antes de começar. “Jejum intermitente é uma prática de não comer. Dieta seria o que você faz nos momentos em que você come.” 

Neste sentido, existem limites de horários em que pode ser feito, como 12, 16, 24 ou 36 horas. “Costumo recomendar o de 16 horas. Ele é muito fácil de fazer no dia a dia.” Basicamente, neste jejum deve-se realizar todas as refeições dentro do período de 8 horas por dia. Com isso, passa-se 16 horas sem comer no total (8 horas dormindo e mais 8 em jejum). 

O profissional explica: “Na prática, seria assim: você janta às 20 horas e na manhã seguinte pula o café da manhã e almoça às 12 horas. Desta forma, você passou 16 horas em jejum. A partir das 12 horas, iniciam-se todas as refeições, terminando às 20 horas novamente”. Segundo o especialista, o modelo é flexível e pode ser adaptado para a rotina de cada um. 

Durante o jejum, Rodrigo diz que está liberado beber água, com ou sem gás, chá de qualquer tipo e café sem açúcar. Já nos períodos em que está liberado comer, o especialista sugere priorizar alimentos estratégicos que vão contribuir para a queima de gordura. “O ideal é o consumo de gorduras boas, proteínas e carboidratos complexos.”

Ainda segundo Rodrigo, a prática pode ser seguida por qualquer pessoa saudável, exceto gestantes, lactantes e pessoas que estejam fazendo algum tratamento ou sofram de alguma doença. “Nestes casos não é recomendado fazer nenhuma mudança brusca na alimentação sem auxílio de um médico”, finaliza.

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