Saiba tudo sobre gravidez molar

Conheça os dois tipos de gravidez molar, as causas e como ela afeta a gravidez

Nos dois tipos de gravidez molar é impossível ter a continuidade da gestação.


Existem diversos problemas que podem afetar a gravidez, alguns deles impedindo a continuidade da gestação. É o caso da chamada gravidez molar. O ginecologista e obstetra Domingos Mantelli explica que “esse tipo de gestação acontece quando algo dá errado durante o processo de fertilização e concepção (degeneração hidrópica avascular do vilo coriônico), provocando anormalidades nas células que formarão a placenta”. 

O especialista destaca ainda que existem dois tipos de gravidez molar: a completa, na qual não há um embrião e a incompleta, na qual há um embrião, porém, incompatível com a vida..

Causas da gravidez molar

Domingos Mantelli afirma que a gravidez molar não é muito comum e que ainda não há consenso entre os especialistas sobre as reais causas. “A gravidez molar acontece quando o óvulo fertilizado não possui cromossomos da mãe, fazendo com que os espermatozoides do pai sejam duplicados. Como não há embrião e também nenhum tecido placentário, a placenta forma uma massa de cistos que pode ser visualizada por meio da ultrassonografia”, ressalta o ginecologista.

“Isso ocorre principalmente quando dois espermatozoides fertilizam o mesmo óvulo. A partir desse momento o embrião começa a se desenvolver junto com o tecido placentário”, explica Mantelli lembrando que é importante entender que o embrião não terá condições de sobreviver e virar um bebê. 

O especialista afirma que essa gravidez pode colocar a vida da mãe em risco, principalmente se a massa provocada por esse tipo de gestação se prender na parede uterina. “A mulher poderá ter uma forte hemorragia, em alguns casos, pode converter-se em massa cancerígena”.

Tratamento para gravidez molar

Infelizmente, não há um tratamento para a gravidez molar a não ser extrair todo o tecido molar do útero. “Este procedimento pode ser feito por meio da curetagem ou por medicamentos específicos para expulsar todo o tecido embrionário. Pode ser necessária uma segunda curetagem para remover as sobras dos tecidos”, explica. 

Além deste procedimento, o médico deverá solicitar alguns exames para verificar os níveis do hormônio HCG. “A paciente deve voltar a consultar o ginecologista uma vez por mês, com o intuito de certificar que não existe mais nenhum tecido molar no útero”, alerta Domingos Mantelli.

Por se tratar de um caso mais complicado de interrupção de gestação, o especialista reforça que “toda mulher que teve uma gravidez molar deve fazer um acompanhamento por um ano com o ginecologista e realizar exames periódicos para verificar se não há a chamada mola invasora (quando o tecido molar cresce na camada de músculo do útero)”, conclui.

Foto: iStock
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