Outubro Rosa: o mundo se mobiliza contra câncer de mama
O mês inteiro será dedicado a campanhas de conscientização visando prevenir o tipo de câncer que mais mata mulheres no planeta
O câncer de mama é o segundo tipo da doença que mais atinge mulheres no Brasil e no mundo, perdendo apenas para o câncer de pele. Porém é o mais letal, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Contra a doença, a prevenção e o diagnóstico precoce ainda são as armas mais eficazes.
E para incentivar as mulheres a não negligenciarem os cuidados, o mundo inteiro se mobiliza este mês no movimento Outubro Rosa, repleto de atividades em prol da prevenção ao câncer de mama. A atividade de conscientização nasceu em 1990, nos Estados Unidos, quando uma instituição distribuiu laços cor de rosa como sinal da luta contra a doença.
A partir daquele ano o movimento expandiu-se pelo mundo. Embora o Outubro Rosa não seja promovido por entidades governamentais, órgãos oficiais costumam aderir com campanhas de esclarecimento.
Autoexame
O ponto principal do Outubro Rosa é a conscientização sobre importância da prevenção e do autoexame dos seios. Mesmo se fatores hereditários e de ordem genética não podem ser alterados, algumas mudanças de hábitos ajudam a manter o câncer de mama distante.
De acordo com o Inca, por meio da alimentação, nutrição e atividade física é possível reduzir em até 28% o risco de a mulher desenvolver câncer de mama. E caso a doença já tenha sido instaurada, a detecção deve ocorrer o quanto antes.
Além de apalpar as mamas com a frequência de pelo menos uma vez ao mês, toda mulher deve observar alterações no aspecto dos seios, incluindo aréolas e mamilos. Secreções, lesões, coceira, avermelhamento, sensibilidade incomum, alteração de tamanho, enrugamento e endurecimento são alguns dos aspectos que devem levar à procura imediata de um médico especialista.
Mundo em cor de rosa
Grandes cidades do Brasil e do mundo promovem o Outubro Rosa iluminando seus monumentos. Foi o caso do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; do Monumento aos Bandeirantes, em São Paulo; do Congresso Nacional, em Brasília; e até da Torre Eiffel, em Paris.
Também diversas Organizações não-Governamentais (ONGs) se mobilizam em ações que vão desde auxílio financeiro até doações de perucas, chapéus e cabelos. Os adornos para cobrir a cabeça são muito úteis por causa da perda iminente de cabelos de quem se submete à quimioterapia.
E ainda celebridades do mundo inteiro engajaram-se e emprestaram suas imagens às campanhas de prevenção e autoexame durante o Outubro Rosa de 2015. E mesmo quem não é famoso pode participar e ajudar a divulgar o Outubro Rosa. A página do Facebook da ONG Fundação Laço Rosa, por exemplo, recebe fotos com referência ao movimento até o fim de outubro.
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