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Saiba quando conselhos amorosos ajudam ou atrapalham os relacionamentos

A busca por conselhos amorosos é uma boa forma de obter acolhimento emocional, mas é preciso fazer um filtro sobre as opiniões de terceiros

Conselhos amorosos costumam sr baseados em crenças, valores e vivências pessoais.


Há momentos em que as questões da vida parecem tão pesadas que é preciso compartilhar com alguém um problema enfrentado. Buscar conselhos amorosos é uma maneira de aliviar as dores emocionais, especialmente após o fim de um relacionamento ou brigas com quem se ama. 

Estudos terapêuticos defendem que o aconselhamento pode ser uma forma útil e menos dolorosa de lidar com problemas de ordem emocional. Os conselhos amorosos de amigos ou familiares funcionam, então, como uma espécie de ‘solução caseira’ para algumas questões.

“Faz bem poder contar com alguém de confiança, com quem se possa compartilhar emoções e angústias. Ter uma pessoa a quem recorrer para conselhos amorosos naturalmente causa uma sensação de acolhimento”, explica a terapeuta Tatiana Auler, especialista em alinhamento energético do Espaço Consciente.

Precauções aos conselhos amorosos

Mas, de acordo com Tatiana Auler, é preciso ter cuidado para não se deixar influenciar pelas crenças e valores do outro. “Quando vamos pedir conselhos amorosos temos a tendência de buscar aquele amigo ou familiar que vai nos dizer o que gostaríamos de escutar”, alerta a terapeuta.

Como a forma de se comportar numa relação amorosa é uma construção de vivências e observações do mundo externo - inclusive no relacionamento dos pais, é comum que estes conselhos sejam baseados em crenças próprias. E elas nem sempre correspondem à realidade do casal. 

Um exemplo disso é quando alguém que nunca foi traído, desconfia de seu parceiro e pede a opinião a quem já sofreu com traição. A tendência é que o indivíduo magoado por infidelidades vivenciadas acabe confirmando – mesmo sem nenhuma comprovação – a suspeita de traição de quem pediu aconselhamento.

Terapia não é aconselhamento

A solução para não se tornar dependente dos conselhos amorosos de terceiros é fazer terapia. Esta medida é indicada para melhorar não só as relações amarosas, mas os vínculos com outras pessoas em geral. “É comum se buscar a terapia só quando o ‘laço aperta’, ou seja, na hora em que as dores emocionais chegam a um grau quase insuportável”, ilustra Tatiana Auler. 

O problema de pedir conselhos amorosos quando se está no limite da angústia é acreditar que as referências externas vão funcionar como milagres para chegar a soluções rápidas. É aí que a terapia pode fazer uma grande diferença. 

“O terapeuta não aconselha, esclarece. A escuta do terapeuta é mais neutra, pois o profissional não coloca suas crenças e valores no entendimento do outro”, orienta a terapeuta do espaço Consciente.

Diferente de quando se pede conselhos amorosos a amigos ou parentes, a ajuda profissional costuma ser mais eficaz. “O terapeuta entra na formação das crenças do paciente e o leva a refletir sobre o processo para chegar às suas próprias escolhas”, completa a especialista. Com maior autoconhecimento, o indivíduo fica mais apto a resolver questões emocionais sem precisar tanto dos conselhos e ideias de outras pessoas. 

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