Ninfomania: o vício em sexo que pode atrapalhar a vida pessoal e profissional

Especialista explica o que significa ser ninfomaníaca, disfunção sexual que é diferente de libido em alta e que prejudica outras áreas da vida

Ser ninfomaníaca é considerado uma disfunção sexual.


Sexo é um dos maiores prazeres da vida. Até aí, a maioria concorda. Porém, há momentos em que as relações sexuais começam a tomar um espaço grande demais no cotidiano das pessoas. E nem sempre tem a ver com a libido. À luz da sexologia, este apetite sexual excessivo é um transtorno que pode ser definido como ninfomania

"De acordo com o DSM (Manual dos Transtornos Mentais) a ninfomania é o sofrimento acerca de um padrão de relacionamentos sexuais repetidos, envolvendo uma sucessão de parceiros sexuais. Pode também ser chamado de Impulso Sexual Excessivo, nas mulheres, ou Compulsão Sexual", diz a psicóloga e sexóloga Priscila Junqueira.
 

Ser ninfomaníaca é doença?

Para ser considerada ninfomaníaca, uma pessoa precisa apresentar certos comportamentos parafílicos, considerados fora dos padrões vigentes aceitáveis pela sociedade. A ninfomania em si não é vista como uma parafilia, mas pode agregar estes comportamentos. 

A sexóloga explica que esta disfunção se caracteriza por impulsos sexuais intensos e recorrentes, como fantasias e práticas sexuais, exclusivamente em resposta a objetos ou situações incomuns. 

Segundo o Código Internacional das Doenças (CID 10), ser ninfomaníaca refere-se a um transtorno. Trata-se de um tipo de comportamento apresentado por mulheres, cuja principal característica é o apetite sexual hiperativo. Na literatura psiquiátrica, há diversas nomenclaturas que se referem à ninfomania como transtorno do desejo sexual exagerado ou hipersexualidade.

Vício em sexo

O mais importante, segundo especialistas, é saber diferenciar o que é ser ninfomaníaca e o que é ter uma libido alta e muita vontade de fazer sexo. O grau de desejo de uma mulher, quando é muito baixo ou ainda exagerado, pode atrapalhar a relação com seu parceiro e até levar ao fim do relacionamento. Mas antes do homem classificar uma mulher como ninfomaníaca é preciso observar alguns pontos.

O comportamento compulsivo tem que estar presente há pelo menos 6 meses na vida da pessoa, comprometer sua qualidade de vida, ter sofrimento associado aos pensamentos e atos que vier a cometer. "Normalmente a libido alta e muita vontade de fazer sexo não leva a pessoa a se masturbar excessivamente e nem ver pornografia ao ponto de não conseguir seguir sua rotina de trabalho e estudos", esclarece Priscila Junqueira.

Em outras palavras, ser ninfomaníaca é o mesmo que ser viciado em sexo. "Sim, são sinônimos. Todo vício pode levar a uma compulsão, como é o caso da compulsão por sexo", complementa a sexóloga. O tratamento indicado para quem é ninfomaníaca é a terapia sexual.  

"Dentro da terapia podemos fazer a pessoa descobrir e refletir quais são causas de tal compulsão. Também há casos em que se entra com  a administração de antidepressivos", explica a psicóloga e sexóloga.

Copyright foto: iStock  
Este documento, intitulado 'Ninfomania: o vício em sexo que pode atrapalhar a vida pessoal e profissional', está disponível sob a licença Creative Commons. Você pode copiar e/ou modificar o conteúdo desta página com base nas condições estipuladas pela licença. Não se esqueça de creditar o A revista da mulher (www.arevistadamulher.com.br) ao utilizar este artigo.