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Caetano Veloso

Nome completo: Caetano Emanuel Viana Teles Veloso

Data de nascimento: 07/08/1942

Cidade: Santo Amaro da Purificação, 
Bahia

País: Brasil

Signo astrológico: Leão

Amigos: Chico Buarque, Gilberto Gil, Gal Costa, Tom Zé, Milton Nascimento, Roberto Carlos, Maria Gadú, Regina Casé





Uma das figuras mais importantes da música popular brasileira, o baiano Caetano Veloso se consagrou como cantor, compositor, arranjador e escritor. Dono de sucessos como "Alegria, Alegria", fez história nos anos 60 ao liderar o movimento do Tropicalismo ao lado de Gilberto Gil.

Tropicalismo baiano

Nascido em 7 de agosto de 1942, na cidade baiana de Santo Amaro da Purificação, Caetano Emanuel Vianna Telles Velloso, ou simplesmente Caetano Veloso, foi o quinto dos sete filhos do funcionário público José Telles Velloso com Claudionor Vianna Telles Velloso, conhecida como Dona Canô.

Em 1960, quando se mudou com a família para Salvador, começou a tocar violão, influenciado pelo ritmo da bossa nova, e logo estava se apresentando em bares ao lado da irmã, a cantora Maria Bethânia. Ainda naquela época, também escrevia críticas de cinema para o Diário de Notícias.

Em 1963, Caetano foi convidado a fazer seu primeiro trabalho musical: a trilha sonora das peças O Boca De Ouro e A Exceção e A Regra, em montagens do diretor baiano Álvaro Guimarães. Naquele mesmo ano, ele ainda acabou conhecendo Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé, que viraram seus parceiros musicais. 

Decidido a seguir na carreira artística, Caetano foi com Maria Bethânia para o Rio de Janeiro em 1965, onde gravou seu primeiro compacto simples, com as músicas "Cavaleiro" e "Samba Em Paz". Dois anos depois, lançou seu primeiro LP, Domingo, com Gal Costa. Ainda na década de 60, Caetano ganhou popularidade depois que apresentou a música "Alegria, Alegria", no Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record.

Em 1968, marcando o início do Tropicalismo, foi lançado Tropicália ou Panis Et Circensis, LP coletivo gravado por Caetano, Gil, Gal e Tom Zé. Ainda no mesmo ano, dentro do conceito do movimento, Veloso apresentou a música "É Proibido Proibir" no 3º Festival Internacional da Canção, da TV Globo, e foi muito vaiado pelo público ao fazer um discurso político em cima do palco. Tanto a canção, como o cantor, foram desclassificados da disputa.

Ditadura e recomeço

Em plena ditadura militar no Brasil, o baiano acabou sendo preso em 1969 e partiu para o exílio político em Londres, onde lançou discos e compôs canções como "London, London" e "Como Dois e Dois". Sua volta ao Brasil aconteceu em 1972 e foi acompanhada por uma série de shows em todo o país.

Na década de 70, Caetano ainda lançou o LP Caetano e Chico Juntos e Ao Vivo, com Chico Buarque, e voltou a se reunir com Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia, formando o grupo Doces Bárbaros - que teve um disco homônimo lançado em 1976.

Acumulando mais de 45 álbuns em sua discografia, o cantor marcou as décadas de 80 e 90 com discos como: Outras Palavras, Uns, Velô, Circuladô e Tropicália 2, no qual refez a parceria com Gil. Para completar, seu disco Livro, de 1998, foi premiado no Grammy Awards e Grammy Latino, em 2000. Posteriormente, ainda vieram lançamentos bem sucedidos, como (2006), Zii e Zie (2009) e Abraçaço (2012).

Talentoso e diversificado, Caetano também fez trilhas sonoras para filmes como A Flor do Meu Segredo (1994) e Fale com Ela (2002), de Pedro Almódovar, Tieta do Agreste (1996), de Cacá Diegues, e ainda O Coronel e o Lobisomem (2005), O Bem Amado (2010) e Reis e Ratos (2012). Em 2003, uma música gravada para o longa Frida, de Julie Taymor, o levou aos palcos da cerimônia do Oscar. Além disso, em 1997, lançou seu primeiro livro, Verdade Tropical.

No lado pessoal, Caetano foi casado duas vezes. O primeiro casamento foi com Dedé Gadelha, em 1967, com quem teve dois filhos: Moreno, em 1972, e Júlia, em 1979. Em 1986, se uniu à atriz e produtora Paula Lavigne, com quem ficou casado por 19 anos e teve mais dois filhos: Zeca e Tom, nascidos em 1992 e 1997, respectivamente. 

Copyright foto: André Freitas / AgNews

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