Ter um menino ou uma menina: os métodos que funcionam

Os ginecologistas obstetras dividem com nossas leitoras os métodos “caseiros” que funcionam: ou como passar de 50% para 80 % de chances de ter um menino ou uma menina.

Você não pode escolher o sexo do seu bebê, mas pode dar uma forcinha para a mãe natureza. Descubra quais são os métdos esficazes.

Ao regime! 

Dizem que seria possível influenciar a senhora dona Natureza com o que comemos. Ou, digamos, segundo o que a “senhora” come. Verdade? Ah, sim! “Quando começamos uma dieta alimentar para favorecer o fato de ter uma menina ou um menino, a gente intervém, na realidade, sobre o ambiente que está em volta do óvulo e sua receptividade ao tipo de espermatozoide. É preciso iniciá-la dois meses antes da fecundação para obter eventualmente um resultado”, explica nosso especialista. Mas cuidado: antes de começar um regime, peça conselho ao seu médico.

Quero uma menina
Assim, se você deseja ter uma filha, deve optar por uma dieta sem sal, com poucas carnes (prefira a carne branca, como o frango, o cordeiro ou a vitela). “É preciso consumir ovos, pão sem sal e legumes como vagem, rabanete, alho-porró, cenoura, nabo, poucas frutas, nenhum suco de frutas mas muito laticínio: o leite é a bebida a ser privilegiada. O objetivo da dieta é trazer muito cálcio. Estão desaconselhados: os frios, o peixe, as batatas, espinafre, feijão branco e tudo o que for salgado, em regra geral. No que diz respeito aos queijos, deve-se escolher os menos salgados possível.”

Quero um menino!
“Trata-se de um regime muito salgado, durante o qual se consomem muitos frios, presunto, peixe e pão convencional”.
Os legumes aconselhados são os que foram desaconselhados na dieta para “menina”: batata, alcachofra, espinafre, feijão branco e lentilha.
Pode-se consumir sucos de fruta tais como o de ameixa, cítricas ou de pêssego.
Chá e café também são bem vindos (em quantidade razoável). O princípio da dieta é um aporte de potássio. Estão desaconselhados: “Os laticínios e os ovos, bem como abacaxi, melão e morango”, explicam os ginecologistas.

A irrigação

Os espermatozoides masculinos são os mais frágeis. “As outras técnicas visam, portanto, tornar o meio vaginal hostil aos espermatozoides masculinos, se se pretende ter uma menina, ou favoráveis, para ter um menino”, explicam os especialistas. Para tanto, existem várias técnicas cumulativas, mas é sempre melhor pedir o conselho do médico.
“Para modificar o meio, podemos proceder a irrigações vaginais”. Se queremos uma menina, é com água e vinagre que se deve trabalhar: duas colheres de sopa de vinagre diluídas em um litro de água morna.
A irrigação deve ser realizada bem antes da relação sexual. Isso vai acidificar a vagina e torná-la hostil aos espermatozoides masculinos. Se desejamos um menino, é o bicarbonato de sódio que deve ser usado, nas mesmas proporções.”

Selecionar o grande vencedor

A postos! O espermatozoide masculino é mais rápido, mas vive menos tempo que o feminino, que, por sua vez, é mais lento.
Existe, portanto, um método para favorecer a lebre ou a tartaruga. “Uma ejaculação profunda é mais indicada se desejamos um menino, e, para uma menina, é preciso que haja uma penetração menos profunda”, detalha nosso especialista.
De fato, no segundo caso, a distância mais longa a ser percorrida até o óvulo dá vantagem aos espermatozoides femininos, sendo que os masculinos são menos resistentes!

Escolher o momento ideal

Pode-se igualmente operar esta seleção de uma outra forma. “O espermatozoide feminino vive mais tempo que seu correspondente masculino. É melhor, portanto, ter uma relação sexual antes da ovulação e depois se abster. (isto é, até o 12º dia , mais ou menos). Favorece-se o aspecto sexual, neste caso, pois só os espermatozoides femininos sobrevivem.
Se desejamos um menino, num ciclo de 28 dias, aconselha-se uma relação sexual exatamente no momento da ovulação, isto é, no 13º dia”, explicam ainda os especialistas. Inútil, em contrapartida, se abster depois disso, neste caso. Com este método, privilegiam-se os espermatozoides masculinos, mais rápidos na hora de se juntar ao óvulo.

As técnicas médicas 

Existem verdadeiras técnicas médicas para escolher o sexo de uma criança.
A primeira consiste em separar os espermatozoides, inseminando em seguida a mulher no momento da sua ovulação. O que não exclui um pequeno percentual de espermatozoides do sexo que não se quer. Esta técnica se desenvolveu muito nos EUA e é proibida em algumas partes do mundo, como na França.”
A segunda técnica é a seleção que se faz quando existe um risco de doença genética transmitida somente a um dos sexos, como a miopatia ou a hemofilia. Procede-se, então, a uma tomada de embrião depois de uma fecundação in vitro e verifica-se o sexo, realizando um diagnóstico pré implantação. Assim, em caso de miopatia, por exemplo, só se guarda o embrião feminino, pois esta doença só se transmite aos menininhos.”
Entretanto, à exceção de uma doença transmissível, escolher o sexo pelas técnicas médicas pode levar a desvios. É o primeiro passo para a eugenia: seleciona-se primeiro a cor dos olhos, e depois? Um outro risco é o do desequilíbrio das populações. Isto é, este método é discutível do ponto de vista ético.”

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