EUA proíbem sabonetes antibacterianos
Órgão fiscalizador informou que não há comprovação de eficácia dos produtos, que podem ser comparados à um sabonete tradicional
Embora o uso dos sabonetes antibacterianos seja recomendado para prevenir germes e bactérias, o Food and Drug Administration (FDA), órgão equivalente à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no Brasil, emitiu na última semana uma orientação que proíbe a comercialização desses produtos nos EUA. Segundo a entidade, não há garantia de que eles sejam seguros mais seguros do que um sabonete tradicional.
Os sabonetes que contém substâncias como triclosan e triclocarban deverão ser retirados das prateleiras dos supermercados no prazo de até um ano. A primeira substância, inclusive, já foi associado a disfunções hormonais em homens e mulheres e também a uma maior resistência das bactérias aos antibióticos. Além disso, estudos em animais sugerem que a exposição a estas substâncias teria ligação com maior risco de câncer.
"Os consumidores pensam que usar produtos antibacterianos é mais eficaz na prevenção da propagação de germes, mas não temos nenhuma evidência científica de que eles são melhores do que o sabão comum e água", afirmou em nota Janet Woodcock, diretora da divisão de drogas da FDA.
Segundo a classe médica, os sabonetes podem induzir que micro-organismos se tornem cada vez mais fortes resistentes. Entretanto, estudos que comprovem esses malefícios, assim como os benefícios, não foram confirmados. "Se não tem pesquisa que demonstram e comprovam a eficácia, as indústrias não podem fazer propaganda" disse o médico infectologista Renato Cassol ao site Zero Hora.
A orientação, portanto, é utilizar apenas água com sabão para remover a flora transitória - aquela que não é natural do organismo e sai com a higiene diária. "Desta maneira o consumidor evita doenças e previne a transmissão de germes a outras pessoas", indicou o comunicado da FDA.
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