Celulite infecciosa: conheça as causas, sintomas e tratamentos
Variação mais grave da celulite comum pode inclusive levar ao desenvolvimento de infecção generalizada no organismo
Um dos grandes terrores entre as mulheres, as celulites, causam mais do que simplesmente um desconforto em relação à aparência, mas também a queda na autoestima feminina, entre outros problemas. Para piorar a situação, a chamada celulite infecciosa – tipo mais grave do problema – pode também levar a sintomas mais sérios.
A dermatologista Carla Albuquerque explica que a celulite infecciosa é uma infecção bacteriana do tecido celular subcutâneo. “Os sintomas mais frequentes são vermelhidão e febre, além de dor intensa e além de inchaço na região afetada”, destaca.
Causas da celulite infecciosa
Entre as principais diferenças existentes entre a celulite infecciosa e a comum estão as causas e a maneira como ela se desenvolve. Isso porque, como o próprio nome já diz, a primeira é causada por uma infecção que se desenvolve a partir de bactérias. Principalmente as denominadas estreptococos e estafilococos.
Já a celulite comum surge pelo acúmulo de gordura, água e toxinas nas células. No caso da celulite infecciosa, os microrganismos penetram na pele a partir de uma porta de entrada, que pode ser uma ferida, úlcera, bolha ou até uma micose nos pés.
“Pessoas portadoras de doenças que debilitam a imunidade, como diabetes, varizes e inchaço crônico das pernas, possuem risco aumentado de desenvolver essa infecção”, afirma a especialista.
Riscos à saúde da celulite infecciosa
Ao contrário da mais comum, a celulite infecciosa pode levar a quadros mais graves de saúde. O maior risco de complicação da celulite infecciosa é a ocorrência de septicemia, que é uma infecção generalizada no organismo.
"Caso não haja uma intervenção correta e em tempo hábil, a infecção pode alastrar-se por tecidos adjacentes aos primeiros afetados, em seguida atingir a corrente sanguínea e afetar tecidos em diversas regiões do corpo”, alerta a Dra. Carla Albuquerque.
Este é mais um motivo para que um profissional capacitado seja consultado. Somente um médico poderá fazer um diagnóstico mais preciso da situação da paciente e indicar o tratamento mais adequado.
Diagnóstico e tratamento
Ainda de acordo com Carla Albuquerque, o diagnóstico é clínico e deve ser realizado a partir da elaboração de um histórico da paciente e do exame físico detalhado. Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores as chances de que o tratamento alcance melhores resultados.
Em relação ao tratamento, normalmente é feito por meio de medicamentos, mas a possibilidade de uma internação não é afastada. “O tratamento é realizado com antibióticos, que podem ser por via oral e, quando o caso é grave, a paciente pode ser internada para receber a medicação endovenosa ou intramuscular”, explica.
A dermatologista lembra ainda que, assim como os mais diversos problemas de pele, a celulite infecciosa pode ser evitada apenas com hábitos mais saudáveis. “Mantendo a pele íntegra e bem cuidada, para evitar as portas de entrada de microrganismos”, orienta a médica.
