Entrevista com Stanley Tucci: "Sou a novidade de A Bela e a Fera"
Por Eva Carducci
Em entrevista realizada em Londres, Stanley Tucci falou de seu papel como Maestro Cadenza, personagem inédito que aparece na nova versão do clássico da Disney
Americano de ascendência italiana, Stanley Tucci é dono de um extenso currículo de trabalhos em Hollywood, que inclui uma atuação memorável em O Diabo Veste Prada (2006). Escalado para o elenco de A Bela e a Fera, o ator teve a missão de introduzir uma novidade no enredo do novo filme da Disney, marcado para chegar aos cinemas no dia 16 de março.
No time dos objetos falantes que habitam o castelo da Fera, Tucci interpreta o Maestro Cadenza, um piano neurótico que vem a ser também o marido de Madame Garderobe, o simpático guarda-roupas vivido por Audra McDonald. O personagem inédito, que não existiu na versão original do filme de 1991, foi inspirado na figura do maestro que aparece na animação A Bela E a Fera - O Natal Encantado (1997).
Presente na première do filme em Londres, Tucci concedeu uma entrevista para contar um pouco mais sobre o novo personagem - e ainda adiantou que muitas de suas falas no longa são em italiano. Confira:
Entrevista com Stanley Tucci
Por que o Maestro Cadenza fala em italiano no filme e o que te inspirou para compor o personagem?
Foi muito divertido! Para mim, não é difícil falar em italiano. Meu personagem é chamado de maestro só porque ele conhece e ama boa música, e tocar piano é o seu trabalho. Eu me inspirei nos grandes maestros de orquestra e enfatizei alguns aspectos deles no personagem.
Você que está acostumado ao mundo da moda, pelo menos nos filmes, o que mais gostou em seu figurino de “humano”?
Quando Cadenza não é um piano e assume sua forma humana, ele tem um visual muito distinto. A coisa que eu mais gostei nele foram os dentes, ele é quase desdentado. Vocês vão descobrir o motivo assistindo ao filme. Eu também amei a peruca e seu estilo todo barroco, que é bem requintado.
Como foi participar de um filme Disney dessa magnitude?
Muito divertido! Não é a primeira vez que eu participo de uma grande produção como esta, eu trabalhei em Jogos Vorazes, por exemplo. Mas neste eu também atuo com a minha voz, não só com o meu corpo. Eu emprestei minha voz para o Maestro Cadenza na versão animada e foi muito emocionante.
Você acha que as novas gerações vão ver este filme de uma maneira diferente do que aquelas que viram o clássico desenho aminado?
Eu acho que a mensagem será a mesma. Mas elas vão perceber a verdadeira magia que a tecnologia pode oferecer visualmente hoje. É ver para crer!
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