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A escola inclusiva ensina a respeitar diversidade e lidar com o diferente

A convivência com crianças portadores de necessidades especiais ajuda a criar uma sociedade mais integrada

Escola inclusiva ajuda a criar uma sociedade mais justa.


Pais de crianças com síndrome de Down, autismo ou outras necessidades especiais ainda têm muita dificuldade em achar uma escola inclusiva para matricular seus filhos. Apesar da constituição federal brasileira garantir que toda criança portadora de deficiência frequente escolas sem discriminação, isso ainda não é uma realidade no país.
 
Tratada ainda como exceção, essa instituição de ensino deve primar pela diversidade dos alunos. A falta de conhecimento, de treinamento adequado e estrutura pedagógica são os maiores entraves para a sua disseminação.
 
Mas especialistas garantem que a convivência entre crianças consideradas ‘normais’ e aquelas portadoras de necessidades especiais dentro de salas de aula é o melhor caminho para cultivar uma sociedade mais justa e menos preconceituosa.
 

Escola inclusiva e a ‘normalidade’

Para a psicóloga especializada em educação infantil e acadêmica em pedagogia, Joana Gryner, a escola inclusiva tem como principal benefício evidenciar a complexidade dos seres humanos. “Começamos a ser finalmente honestos com as crianças, mostrando a real complexidade dos seres humanos”, comenta a psicóloga.
 
Na opinião da especialista, a longo prazo, a sociedade estaria mais preparada a olhar o outro como alguém capaz de contribuir com algo, mesmo diante das limitações. Crianças educadas em escolas inclusivas são mais tolerantes e menos sujeitas à prática de bullying, por exemplo.
 
“Nós, como sociedade, iludimos as crianças ao perpetuarmos modelos de indivíduos que são muito distantes da realidade. Tendemos a normalizar e massificar subjetividades, criando a ilusão de que o ‘normal’ é o correto e tudo que é diferente é errado. Ou pior do que o ‘normal’”, provoca Joana.
 

Para virar realidade

Segundo a psicóloga e acadêmica em pedagogia, uma escola inclusiva é o espaço para os alunos usufruírem das diferentes contribuições que cada um pode oferecer. Mas não se constrói um modelo de educação inclusiva de um dia para o outro. Inclusão real envolve uma reestruturação gigantesca na escola. 

Existem adaptações que precisam ser feitas para promover o ensino regular numa escola que se adapte a todas as crianças. Reestruturações que podem ir desde uma merenda diferente, até a presença de um professor itinerante dentro da sala. Estratégias de ensino distintas, treinamento para os professores e adaptações no currículo também são necessários.
 
“A inclusão não pode ser um movimento de exceção, algo isolado do resto das práticas educativas comuns. É preciso enxergar e tratar a educação especial de forma transversal na escola inclusiva, para que no futuro não seja mais educação ‘especial’ e, sim, tão somente educação”, reforça Joana Gryner.
 
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