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Namoro à distância: saiba como o amor pode atravessar fronteiras

Entenda quais são os prós e contras dos relacionamentos amorosos à distância que deram certo

Namoros à distância ganham forma com ajuda da tecnologia.


Sites de relacionamento, possibilidade de conversas por vídeos e chamadas sem pagar através de dois aparelhos conectados pela internet. O mundo contemporâneo parece sem fronteiras e na era do virtual, os relacionamentos se adaptam e percorrem longas distâncias.
 
Mas, afinal, é possível manter um namoro à distância? "É possível começar ou manter um relacionamento à distância  durante um tempo, mas a necessidade de se aproximar não tarda. Um namoro, seja à distância ou mesmo próximo, só é sustentado se o casal tiver planos", avalia a psicanalista Maria Helena Monteiro.
 
Foi o que aconteceu com a carioca e designer de interiores Priscila Bonfim e o representante comercial italiano Adriano Altopiedi. Eles se conheceram em um site de aprendizado de língua estrangeira. Adriano  tirou uma dúvida de Priscila e, a partir daí, passaram a conversar.


Da troca de emails e depois conversas por skype e whatsapp, o interesse mútuo foi aumentando. “A gente se gostou pela conversa e pela maneira de ver a vida. Foi uma identificação de personalidade primeiro. Depois veio a atração e a vontade de se conhecer pessoalmente”, conta Priscila.  Adriano decidiu conhecer o Brasil e, após a visita, o namoro engrenou.
 

Problemas de aceitação

Apesar de ser cada vez mais comum, as relações amorosas à distância ainda esbarram na descrença de alguns. Priscila sentiu na pele esta incompreensão. Sua mãe queimou seu passaporte na ocasião em que Adriano estava no Rio de Janeiro. “Ela tinha medo que eu fosse para a  Itália com ele”, conta Priscila.

A carioca Priscila Bonfim e o italiano Adriano Altopiedi se conheceram pela internet e mantêm um namoro à distância.


Os planos de ela se mudar para lá existem, mas não seria precipitado pelo primeiro encontro. Um casal que namora à distância precisa pesar as perdas e ganhos que cada um terá quando decidirem se aproximar. 

O ato extremo da mãe de Priscila, hoje motivo de piada para o casal, ilustra a ideia pré-concebida de que é impossível sustentar uma relação amorosa séria quando as pessoas envolvidas moram longe um do outro.
 

Não só o sexo faz falta

 
O sexo - ou a ausência dele - é o ponto que a maior parte dos casais que experimentam o namoro à distância reclamam. Nem todos sentem-se à vontade para a prática do chamado "sexo virtual", através do qual usa-se as possibilidades eletrônicas  para oferecer estímulos para a masturbação.
 
E quando a distância física é grande, será preciso segurar o desejo. Mas engana-se quem pensa ser esse o grande problema dos namoros à distância. Aquele abraço depois de um dia difícil ou o compartilhamento das situações mais simples do dia a dia podem gerar um vazio maior do que o causado pela libido frustrada.
 
"Sinto às vezes falta do ‘não fazer nada’ com ele. Ou de assistir a um filme no cinema ou mesmo só olhar um céu estrelado juntos ou qualquer coisa bonita juntos", desabafa Priscila.
 

A saudade como estimulante

Por outro lado, a saudade pode acabar servindo de estimulante. Ficar distante por um tempo pode até consolidar a relação amorosa. É o caso da doutoranda em psicologia, Marcela Abreu.
 
Ela já tinha um relacionamento de cerca de 2 anos quando a apareceu a chance de estudar no exterior. "Como era uma decisão pessoal, algo que era meu, eu o deixei à vontade para não me esperar", conta a psicóloga.
 
Mas o namorado de Marcela disse-lhe 'eu espero'. E agora ela estuda em Paris e ambos fazem a manutenção do relacionamento através de muita troca de mensagens pelo whatsapp. Eles podem até não terem se conhecido pela internet, mas estão usando a tecnologia a favor do amor.
 
 Copyright fotos: iStock e arquivo pessoal
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