Bactérias intestinais podem evitar asma em bebês

Pesquisa identifica bactérias intestinais que ajudariam a impedir o desenvolvimento da asma

Os índices de asma aumentaram desde os anos 1950, em particular nos países ocidentais, onde mais de 20% das crianças são afetadas.


Um estudo divulgado nesta quarta-feira (30), na revista Science Translational Medicine mostrou que as bactérias intestinais, muitas vezes tidas como vilãs, são aliadas: em crianças, elas podem ajudar a diminuir o risco de asma, uma doença crônica. 

Os pesquisadores analisaram amostras de fezes de mais de 300 crianças de três meses e comparam com amostras colhidas um ano mais tarde. O estudo revelou que os bebês de três meses com maior risco de asma registravam níveis baixos de quatro bactérias intestinais.

Já nas amostras dos bebês de um ano, foram registradas menos diferenças. Isso sugere que os primeiros 100 dias de vida são muito importantes no desenvolvimento do sistema imunológico das crianças.

As quatro bactérias que parecem proteger o sistema imunológico nos primeiros meses de vida das crianças são Faecalibacterium, Lachnospira, Veillonella e Rothia, porém, o estudo não deixa claro como as crianças as adquirem.

Os índices de asma, que tem como sintomas tosse e dificuldade para respirar, aumentaram notoriamente desde os anos 1950, em particular nos países ocidentais, onde mais de 20% das crianças são afetadas. Embora, não se saiba ao certo o porquê do crescimento dos casos de asma, acredita-se que causas sejam os fatores ambientais e o modo de vida dos países modernos.

Segundo Brett Finlay, co-autor do estudo e professor de microbiologia e imunologia da universidade British Columbia "esta pesquisa mostra que as bactérias têm um papel importante na asma, embora isso ocorra num estágio cedo da vida, quando o sistema imunológico do bebê está em desenvolvimento". 

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