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França volta atrás e veta trabalho a modelos muito magras

Após a Comissão de Assuntos Especiais ter vetado a proibição de trabalho às modelos muito magras, emenda de lei  é aprovada em nova votação na França

França volta atrás e aprova emenda que veta trabalho a modelos muito magras.


A primeira reação da França foi rejeitar a proibição de trabalho às modelos com Índice de Massa Corporal (IMC) abaixo dos padrões estipulados pelo Ministério da Saúde francês. Mas após novas discussões, os deputados aprovaram por maioria a lei que vai regulamentar o acesso das profissionais da moda ao mercado de trabalho, baseada na relação peso versus altura. 

Na prática, isso quer dizer que grifes, agências de modelos e agências de publicidade pagarão severas multas se tiverem modelos com magreza excessiva no casting. O valor da multa, estipulado em torno de 75 mil por modelo com IMC baixo, é uma tentativa de inibir o incentivo à magreza exacerbada e, assim, combater a anorexia. O Ministério da Saúde francês estima que haja entre 30 a 40 mil mulheres com a doença no país.

Espanha, Itália e Israel já adotaram medidas semelhantes. Na França, o projeto de emenda ainda será submetido à nova votação, prevista ainda para abril, depois passará pelo Senado. Entre os parlamentares, há uma corrente que defende a rejeição desta punição, com a justificativa de que isso seria uma forma de discriminação da magreza.

Em meados de março, quando teve início a discussão no Congresso francês sobre rejeitar ou não a contratação de modelos com IMC abaixo do aceitável, alguns parlamentares defenderam a ideia de que se a pessoa tem uma doença (no caso a anorexia), impedi-la de trabalhar não ajuda em nada e deflagra preconceito. Para os deputados, seria o equivalente a discriminar obesos ou deficientes físicos.

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